Ecrã meu, ecrã meu! O meu filho não te larga e a culpada sou eu?

ecrã

Passar muitas horas em frente a um ecrã não é bom para ninguém, muito menos para os mais novos. Mas afinal, quanto tempo é aceitável?

Agora que o tempo que passamos em casa é maior, afastar os mais pequenos dos ecrãs parece ser uma tarefa cada vez mais difícil. Seja para os entreter nas horas mortas ou até mesmo para assistir às aulas – no caso dos mais velhos – o ecrã parece ser sempre a alternativa mais recorrente.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o número de horas que uma criança deve passar em frente a um ecrã varia consoante a idade. Se até aos dois anos este tipo de exposição é desaconselhado, a partir desta idade o que é considerado saudável e equilibrado é que a criança não ultrapasse uma hora diária em frente ao ecrã.

No fundo, aquilo que realmente se pretende evitar é o sedentarismo. Nos dias que correm, muitas são as profissões que exigem demasiadas horas passadas em frente a um computador, por exemplo. Por isso mesmo, e enquanto a idade ainda é tenra, é de evitar esta exposição. Ao invés de optar pela televisão ou pelo computador, os pais devem incitar os mais pequenos a exercitarem o corpo e a estimularem a mente com brincadeiras que vão para lá do ecrã.

Contudo, nos dias que correm, a situação é bastante diferente, bem como os hábitos que até aqui se adquiriram. Dias inteiros passados em casa obrigaram a que se arranjasse maneiras infinitas de entreter os miúdos e, quase de forma inevitável, o ecrã passou a ter um peso ligeiramente diferente. Mas até para isto há solução. O primeiro grande passo é não se culpabilizar.

A televisão e o computador são formas bastante eficazes de manter os mais novos entretidos. E se foi este o método que escolheu para o tempo em casa passar mais depressa, tudo o que precisa de fazer agora é restabelecer a rotina e os limites. Não se preocupe, não é preciso vestir o fato de vilão e privá-los deste tipo de exposição. Equilíbrio é a chave.

Por exemplo, se a tarde foi passada a ver desenhos animados, então o ecrã só se volta a ligar no dia seguinte. No tempo que resta, é importante incentivá-los a fazer outro tipo de atividades que os mantenham entretidos e longe da televisão, como, por exemplo, ler algumas páginas de um livro antes de dormir ou desenhar. Ainda que pareça missão impossível fazer com que a energia dos mais pequenos chegue ao fim, tudo aquilo que precisa de fazer é dar asas à imaginação!